Pesquisa

31 de out de 2016

Uma Cosmogênese Umbandista - Por: Rubens Saraceni

A Umbanda é uma renovação do tradicional culto às divindades africanas, englobados na classificação “cultos das nações”, assim denominado porque cada povo possuía sua religião própria, com seus ritos específicos, mas que mantinham uma analogia muito grande, tanto na preparação sacerdotal quanto organizacional, de seus panteões divinos.

Com o passar dos anos o Panteão Nagô dos povos nigerianos ou de língua Yorubá acabou se destacando no Brasil e se impondo sobre os demais, pois os Orixás popularizaram-se com a vinda de muitos escravos nigerianos, trazidos principalmente para a Bahia a partir do final do século XVIII e início do século XIX.

Exu Pirata na Umbanda - Por: Fernando Ribeiro



O termo “pirata”, quando mencionado, comumente pode se apresentar como sinônimo de “saqueador”, alguém que “rouba”, “furta”. Obviamente é um reducionismo olhar dessa forma, pois socialmente o termo pode tomar outras proporções dependendo da abordagem intelectual.

O primeiro registro da palavra “pirata” em nossa história encontra-se nos escritos de Homero, poeta grego que a utilizou em seu poema épico “Odisseia” para descrever aqueles que por conta própria pilhavam os navios e cidades costeiras.

30 de out de 2016

História das 7 Linhas de Umbanda


Cantamos e ouvimos falar muito sobre as 7 linhas da umbanda, mas poucas pessoas compreendem e conhecem a origem histórica das sete linhas da umbanda. 

Sabemos que a Umbanda, como um culto organizado, começou em Niterói/RJ no início do século XX, tendo como data oficial da primeira reunião o dia 16 de Novembro de 1908.

29 de out de 2016

Quando surgiu e quem fundou a Umbanda?


Este é um breve histórico do nascimento oficial da Umbanda, embora, antes da manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas e do trabalho de Zélio Fernandino de Moraes, já houvesse atividades religiosas semelhantes ou próximas da prática umbandista, no que se convencionou chamar "macumba" (obviamente, o termo não empregado aqui com conotação negativa). No astral, a Umbanda antecipa-se em muito ao ano de 1908, e diversos segmentos localizam sua origem terrena em civilizações e continentes que já desapareceram.

27 de out de 2016

O Cruzeiro das Almas na Umbanda











Por: Fernando Ribeiro (Pirro D'Obá)

Sabemos que a cruz é um símbolo antigo, e é possível detectar sua presença de forma religiosa, mística ou esotérica na história de povos distintos e distantes como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos. É um dos símbolos mais universais da história de nossa espécie.  Ela é encontrada em velhas esculturas da Babilônia, Nínive e em ruínas da Pérsia e da índia. Tem sido utilizada como símbolo muito antes da era cristã, em países então totalmente desconhecidos uns dos outros e tão distantes entre si como a China e o Peru.

25 de out de 2016

Cabocla Jurema e suas Falanges

É uma das entidades mais reverenciadas em todos os terreiros. Sua história começa aos sete meses de nascida quando foi abandonada por sua mãe e assim acabou por ser criada pelo caboclo Tupinambá, Jurema foi cacique de sua tribo e ao desencarnar, veio a terra na forma da grande Cabocla Jurema.
Jurema é entidade de força, de poucos risos, mas de um carinho fora do normal.

A ela credita-se, várias falanges de caboclos, onde ela é a comandante, são chamados eles de falangeiros da Jurema. E tem sua filha Jureminha que responde também na linha de Jurema.

Filha valente de Tupinambá. Adotada pelo mundo, foi encontrada aos pés do arbusto da planta encantada que lhe deu o nome; e cresceu forte, bonita, como formosura da noite e firmeza do dia. Corajosa, a cabocla tornou-se a primeira guerreira mulher da tribo, pois a sua força e agilidade e manejo das armas e da ciência da mata, se tornara uma lenda por todo continente; onde contadores de estórias, aos pés da fogueira, falavam da índia de pena dourada, que era a própria mãe Divina encarnada.

Defumação de Ervas na Umbanda

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⁠🔴 Desde os tempos imemoriais que a queima de ervas e resinas é atribuída à possibilidade da modificação ambiental, através da defumação. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, também usamos desse expediente, que tem a função principal limpar e equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade.

Há 4.000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e África. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época, “O Egito”...

24 de out de 2016

Origem Indígena da Umbanda (Por: Alexandre Cumino)

De sua raiz indígena a Umbanda recebe o amor à natureza e a influência do xamanismo caboclo e pajelança, bem como o uso do fumo, que é considerado erva sagrada para os índios. Um culto irmão da Umbanda, o Catimbó, Jurema ou Linha dos Mestres da Jurema, também realiza trabalhos com entidades espirituais de forma muito parecida com esta, sob influência direta do Toré, que é uma prática essencialmente indígena. 

Centro Pai Mané de Angola é alvo de pichação em São Gonçalo


Há menos de uma semana instalado na Rua Cardeal Saraiva, em Jardim Bom Retiro, São Gonçalo/RJ, o Centro Espírita Pai Mané de Angola já é alvo de intolerância religiosa. Na madrugada de sábado, o portão de acesso ao local foi pichado com a frase “Aqui não queremos macumba”. Na via, há outro centro espírita, no qual uma jovem frequentadora também sofreu o mesmo tipo de problema há cerca de dois meses e que foi noticiado pelo Jornal "O SÃO GONÇALO".

O pai de santo responsável pelo Centro Pai Mané de Angola, que preferiu não revelar sua identidade por questão de segurança pessoal, não tem dúvidas de que o ato foi uma forma de intimidação de pessoas preconceituosas.

“Encaro isso apenas como intolerância religiosa, pois estamos aqui há apenas cinco dias. Ainda estamos fazendo nossa mudança mas não vamos sair por conta disso. Nossa religião ainda sofre muito com a intolerância, com o desrespeito, porém não vão nos atingir”, afirmou o umbandista informando ainda que um galão que servia como caixa d’água foi roubado pelos pichadores.

O pai de santo revelou também que vai registrar o caso na delegacia. “Eu estava receoso porém não podemos deixar isso passar impunemente”, disse.

Recordando - Em setembro, a vendedora e candomblecista Fabiana Figueiredo de Souza, de 23 anos, foi proibida de seguir viagem no ônibus da Viação Tanguá, que faz a linha 39 (Marambaia-Coroado). Vestida com roupas típicas da religião, predominantemente branca, a jovem disse ter sido chamada de “macumbeira” pelo motorista.


fonte.http://www.osaogoncalo.com.br/
UmbandaRio

O que é "Reiki"?

A palavra REIKI é de origem japonesa e resultam da união dos fonemas REI e KI. REI significa a força cósmica, a energia universal, a essência energética cósmica que a tudo interpenetra. KI é a energia da força vital, sem o KI não há vida. 

Quando essas duas energias se encontram, a energia Cósmica com a nossa individual, forma-se o REIKI.

Concluindo assim, a aplicação do REIKI é a captação e a utilização da energia cósmica que traz de volta o estado pleno de saúde, harmonia e felicidade como um instrumento de transformação e realização.
  

O que é Mironga de Umbanda?

Mironga é um termo surgido da palavra “Milonga” do Quimbundo, língua falada em Angola pelos Ambundos. Refere-se a mistério, segredo. Palavra bastante usada nos cultos bantos (Grupo etno-linguístico localizado principalmente na África subsaariana que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes).

Em especial, na religião de Umbanda, tornou-se termo que designa aquele que faz mironga, ou que é mirongueiro. Ganhou significado de feitiço, manipulação de energias.

A Linha de Marinheiros na Umbanda


A Linha dos Marinheiros da Umbanda engloba espíritos que trabalham no auxílio a encarnados e desencarnados, a partir do seu magnetismo aquático e de seus conhecimentos sobre a manipulação do Mistério das Águas. Nela se apresentam espíritos que em últimas encarnações foram marinheiros de fato, navegadores, oficiais, pescadores, povos ribeirinhos, canoeiros, ex-piratas etc.

É o arquétipo do homem litorâneo, daquele que sobrevive do mar e dos rios.

23 de out de 2016

O ato de bater cabeça na Umbanda


O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.

O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões e foi trazido para alguns protocolos do mundano tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos como representantes terrenos da divindade.

Sobre os Rituais e Elementos de Trabalhos na Umbanda

A Umbanda é uma religião que como qualquer outra, possui rituais e elementos que constroem sua liturgia e demonstram sua cultura religiosa. Para os que vão pela primeira vez, em um centro ou terreiro umbandista, esses ritos e fundamentos podem parecer estranhos, mas se verificarmos e entendermos um pouco seus significados percebemos fazerem parte do contexto religioso no qual os umbandistas estão inseridos.

Em tópicos de postagens anteriores dissemos que na Umbanda não existe um código doutrinário ou livro sagrado que regulamente as ações uniformemente, ou seja, não tem nenhum modelo fixo a ser seguido ou poder central que regulamente essas questões determinando quais rituais ou elementos devem ser usados nos trabalhos espirituais. Essas orientações na maioria das vezes são oriundas dos próprios Guias Espirituais que fazem o trabalho de Dirigentes Espirituais ou Doutrinadores dos métodos empregados em cada grupamento mediúnico, portanto, cada centro, terreiro ou tenda de Umbanda pratica e utiliza os elementos conforme sua cultura, fazendo com que a Umbanda seja democrática e universalista.

As comparações que muitas vezes fazemos, entre os métodos utilizados entre os terreiros de Umbanda quando não são depreciativas servem-nos apenas como matéria de estudo da diversidade ritualística, pensamos que as diferenças e particularidades têm que ser respeitadas, quando não gostamos de algo, temos á total livre escolha de não compartilharmos, mas não temos o direito de julgarmos, compararmos ou difamarmos este ou aquele terreiro.

22 de out de 2016

Sereias na Umbanda - Por: Rubens Saraceni

Entre as várias linhas de Umbanda, temos na linha do povo do mar: as Sereias. Essas entidades espirituais, quando incorporam, não costumam falar. Emitem um som que imita um canto, mas é um mantra repetido o tempo todo.

Quem as viu, descreveu-as tal como nos mitos sobre as sereias gregas: metade mulher,metade peixe! Têm os cabelos longos e a parte mulher é belíssima. Esses espíritos "metá-metá" que vivem no mar são tão intrigantes que, ou acreditamos no mito das sereias ou ficamos sem explicá-los.

21 de out de 2016

10 livros que todo Umbandista precisa ler


DOUTRINA EM TEOLOGIA DE UMBANDA SAGRADA. Rubens Saraceni.
O livro trata da religião de Umbanda em sua essência. O enredo traz conceitos em que a Umbanda está fincada, e como ela se manifesta através de Deus e suas divindades. A obra paira também na uniformização das práticas ritualísticas umbandistas e o ensino dentro do terreiros, afim de desenvolver uma consciência única e sistematizada de como a religião se constituí. O livro é leitura obrigatória para todo umbandista e super indicado para quem se interessa pelo universo da religião.


O GUARDIÃO DA MEIA NOITE – Por honra e Glória ao Criador de tudo e de todos. Rubens Saraceni.
O livro é uma narrativa romântica que prende o leitor do começo ao fim. A história que é narrada por Pai Benedito de Aruanda inicia-se contando a trajetória de vida de um Barão muito rico, que entregue aos devaneios carnais viveu uma vida cheia de erros, culpas e imorais que acarretaram-lhe em consequências após sua morte.
Neste enredo minimamente descrito em detalhes, o leitor consegue se imaginar em cena e transportar-se para o tempo em que a história se passa. Para mais, O Guardião da Meia Noite também carrega consigo mensagens de atos e ações humanas que acabam levando o homem a ruína.

ORIXÁS – TEOGONIA DE UMBANDA. Rubens Saraceni.
Teogonia é um termo usado para descrever textos ou poemas que discorram sobre a origem do mundo segundo a teoria dos Deuses. No livro a teogonia está adaptada ao universo Umbandista, usando os Orixás suas hierarquias e campos de atuação e todo o panteão divino. Ademais, o livro traz explicações sobre os Orixás e sua organização no universo, a obra rica em esclarecimentos é o desenvolver dos mistérios divinos a qual todo Umbandista necessita saber.
Em uma das passagens do livro, o autor escreve que o mistério divino está para todos desde que creiamos nos seus poderes divinos, os cultuemos com fé, amor, respeito e reverência certamente receberemos deles todo o amparo de que precisamos para exercitar nossa crença e evoluir sob suas guias divinas.


HISTÓRIA DA UMBANDA. Alexandre Cumino.
O livro como descrito em seu título discorre sobre as origens da Umbanda. Traz fatos históricos e narra sobre as diversas linhas de surgimento da religião que se consagra como a única genuinamente brasileira. Com o apoio e aprovação de Pai Ronaldo Linhares, uma das únicas pessoas não desencarnadas que participaram da vida de Zélio Fernandino de Moraes, a obra fortalece o conhecimento e documenta os diversos momentos da religião fundada a 107 anos atrás.
Muito aconteceu nesse tempo, diversas vertentes foram agregadas e outras desvinculadas, o que se pode esperar do livro é um rico conhecimento no processo de legitimação da identidade umbandista. História da Umbanda também entra na lista de leitura obrigatória do umbandista!


RITUAIS COM ERVAS – BANHOS, DEFUMAÇÕES E BENZIMENTOS. Adriano Camargo.
O livro é uma literatura completa sobre Ervas e tudo o que envolve suas ritualísticas. Contém uma monografia de A a Z das ervas divididas em categorias, sendo elas agressivas, equilibradoras e específicas. Para saber mais sobre essas classificações a forma como usá-las no seu dia-a-dia não deixe de ter a mão esse manual do erveiro.


DAS MACUMBAS À UMBANDA. Jose Henrique Motta de Oliveira.
Em uma perspectiva fortemente original, “Das Macumbas à Umbanda” narra o cenário histórico religioso da construção da Umbanda. Sincretismo, legitimidade, religiosidade, senzala, espiritismo, multicultura, anunciação e códigos sociais são algumas das palavras, dessa importante obra espiritualista, que conta com maestria a história trilhada pela Umbanda.

Também aborda as referências em culturas milenares e distintas, e em como e por que isso está inserido na cultura umbandista. A quem tem necessidade de saber sobre Umbanda antes mesmo de seu nascimento, o livro é obra super indicada.


TAMBORES DE ANGOLA. Robson Pinheiro.
Ditado pelo espírito Ângelo Inácio, o romance traz como seus personagens, pretos velhos, exus, caboclos dentre outras entidades que estão inseridas no universo Umbandista. A história de um jovem que está em constante confusão mental pelas sensações que vem sentindo e não consegue compreender, se desenrola a partir do momento em que ele lê o “O livro dos espíritos”, de Allan Kardec, sugerido por uma Mãe Velha.


MEDIUNIDADE – UM MERGULHO NO MUNDO OCULTO DOS TERREIROS. Mário de Azevedo.
Livro indicado principalmente a médiuns umbandistas que desejam ter esclarecimentos sobre sua espiritualidade e em como a mediunidade pode ser desenvolvida livremente. Com o objetivo de desmitificar, a obra é realmente um mergulho de alma no que permanece oculto a nós sobre os terreiros do país. No corpo também se encontram histórias narradas pelo espírito Mário de Azevedo.


INICIAÇÃO À UMBANDA. Ronaldo Antonio Linhares, Diamantino Fernandes Trindade e Wagner Veneziani Costa.
Para quem está iniciando na religião ou apenas quer saber sobre a Umbanda, o livro é genuíno ao contar sua trajetória. Reúne seus conceitos, doutrinas e passagens importantes, no livro que conta com a participação de Pai Ronaldo Linhares conhecido em sua escrita. Pai Ronaldo é conhecido no meio umbandista por ter feito parte do convívio de Zélio Fernandino de Moraes, o fundador da Umbanda.


O LIVRO ESSENCIAL DE UMBANDA – Ademir Barbosa Junior
A Umbanda é uma das religiões que mais cresce no país. Aliando o culto a entidades e orixás com a prática da caridade e atendimento fraterno a milhares de pessoas que procuram diariamente terreiros em todo o país, a Umbanda vem conquistando novos adeptos a cada dia.
Neste livro, Ademir Barbosa Júnior desvenda conceitos trazidos pela Umbanda fazendo com que o leitor possa conhecer e se aprofundar de uma maneira clara e objetiva nos principais elementos desta religião.

Links: Terra Mystica 

Texto: Júlia Pereira


Tatuagem e a Espiritualidade - Vídeo: Raphael "PH Alves"



Afinal, as tatuagens são bem vindas ou não na Umbanda? 
Houve um tempo em que os tatuados eram vistos com maus olhos na sociedade, sofriam preconceitos. Mas hoje existem perspectivas muito amplas que procuram tratar desse tema de maneira mais profunda, sem apegos moralistas.

O irmão PH Alves (Sacerdote e Dirigente do Tempo de Umbanda Sagrada Arqueiros do Flecha Dourada) postou um vídeo em seu canal do Youtube (Adeptus da Umbanda) tratando do assunto de uma forma diferente. Conversou diretamente com o Tatuador Sergio que também tem uma visão espiritualista a respeito da realidade.

Esse bate papo é muito interessante, vale a pena conferir:


Ogum; O Orixá e suas Falanges

Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular. 

Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo Ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonarão um processo violento e incontrolável. Se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou. 

Como a Alfazema age em nosso corpo espiritual?

O arbusto verde acinzentado de semente e flores roxas, que quando secas ganham um tom azulado, incendeiam qualquer ambiente com seu aroma pelo simples fato de estarem nele. Não é preciso queimá-la em brasa pra sentir seu perfume. Se formos usar uma palavra para descrever o cheiro da alfazema, ouso dizer que usaríamos: acolhedora. 

Aquele sentimento de tranquilidade, paz, segurança… cheiro de casa de mãe, não é mesmo? A Alfazema é planta de Mamãe Iemanjá e Mamãe Oxum.

Enfim, essa introdução é pra você entrar em conexão e lembrar de todos os sentidos que a alfazema desperta com suas cores, aroma e textura.

20 de out de 2016

Alecrim e suas aplicações - Por: Adriano Camargo

Alecrim. Vamos falar de mais uma erva da família das labiadas que é bastante comum e seu uso é frequente nos rituais de Umbanda: o Alecrim (Rosmarinus Officinalis).

A origem de seu nome “Rosmarinus” vem do latim e significa “o orvalho que vem do mar”, porque o Alecrim surgiu nas praias do Mediterrâneo e tem cheiro característico de flores à beira-mar.

O que você não resolve em sua mente, seu corpo transforma em doença

 Somatizar
Transformar (conflitos psíquicos) em afecções de órgãos ou em problemas psicossomáticos.

Todos nós sabemos, ou deveríamos saber que uma determinada somatização de quaisquer tipos de sentimentos e pensamentos negativos, situações mal resolvidas, palavras não ditas geram problemas ainda maiores do que somente o stress. Hoje em dia, já se é comprovado a total influência mental e emocional em seu estado de saúde.

19 de out de 2016

Cambones e Cambonos na Umbanda



O cambono é essencialmente um médium em desenvolvimento ou que não incorpora. O seu trabalho dentro do Templo é tão importante quanto o dos demais médiuns e, mesmo sem estar incorporado, ele é parte integrante de todo o trabalho espiritual, pois os Guias Espirituais se utilizam dele para retirar as energias que serão utilizadas no atendimento aos consulentes.


Muitas vezes, um Guia Espiritual tem dificuldades de adentrar no íntimo do consulente devido à densidade energética presente na pessoa e lança mão da presença do cambono e, através deste, fazendo como que “uma ponte”, consegue auscultar o íntimo da pessoa.

Como saber qual é o seu Orixá - Vídeo de Alan Barbieri

Muitos nos perguntam como é possível descobrir os Orixás de cabeça de um Médium dentro da Umbanda. Nosso irmão Alan Barbieri postou um vídeo em seu canal do Youtube abordando e explicando as complexidades a respeito do tema.

Não existe um único recurso para se descobrir a regência do Orí de um Médium. Existem diversas metodologias e cada casa com sua vertente pode adotar aquela que julgar mais apta aos valores e objetivos da falange que ali se situam.

Acima de tudo, é necessário entendermos o que significa o Orixá em nossa vida, e que a descoberta de nossos Pais e Mães regentes é a oportunidade de vivenciarmos uma experiência única de transformação e crescimento em nossa jornada terrestre.

Vale a pena conferir:

9 expressões ligadas à escravidão; e você nem imaginava

Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as pitangas, dar com os burros n’água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo.

Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras possuem uma história e sua própria árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido, possuem uma origem, ora curiosa e interessante, ora sombria e simbólica de um passado sinistro.

Pois muitas das expressões que usamos no dia a dia, e que hoje comunicam somente seu sentido funcional – aquilo que atualmente a frase “quer dizer” – são originarias de um vergonhoso e longo período da história do Brasil: a escravidão.

Sobre o "Destino"


Se uma coisa que a Umbanda nos ensina é que não existe o Destino como algo “pré definido”.
Podemos aprender com as situações, mas nada é fixo, e tudo é mutável. O que vivemos hoje não é necessariamente o que tínhamos que viver, pode ser mera consequência, porém fluida para alterarmos com nossas ações. 

Se o Destino fosse “pré definido”, seria impossível exercitarmos nosso livre arbítrio, e seria impossível que a lei do retorno pudesse efetuar seu poder entre nós. As coisas afinal são consequências de nossas ações individuais e coletivas, mas nunca pré destinadas a priori.

18 de out de 2016

A Calunga Grande - Por: Douglas Fersan

O termo "calunga" é de origem bantu e tradicionalmente faz referência à morada dos mortos, ou mais comumente, ao cemitério.  Assim, sempre que nos referimos à calunga, estamos nos referindo ao campo santo, o cemitério, o local onde os despojos carnais são depositados.  No entanto, essa palavra assumiu uma outra dimensão.

13 de out de 2016

O Renascimento Umbandista em Rubens Saraceni


Na História da Umbanda temos inúmeros personagens importantes que desempenharam papéis primordiais para consolidação de nossa Religião. Nomes como Leal de Souza, que foi um dos primeiros autores a falar de Umbanda; Zélio Fernandino de Moraes, que foi o próprio fundador de nossa religiosidade; Benjamin Figueiredo, que trouxe uma ritualística e liturgia própria para a Umbanda; Tata Tancredo, representante das perspectivas africanistas da Umbanda; W. W. da Matta e Silva, responsável por introduzir com profundidade a influência esotéria na religião.

São inúmeros personagens além desses citados, alguns mais conhecidos, outros voltados a iniciações mais reservadas, alguns mais engajados socialmente, outros mais voltados a perspectivas intelectuais.

A origem da Religião, O bem e o Mal, e o Livre Arbítrio



De acordo com a perspectiva Evolucionista e descobertas arqueológicas a espécie humana surge na Terra por volta de 150 mil anos atrás, se diferenciando dos outros animais por ter sido capaz de desenvolver a linguagem, dominar o fogo, construir instrumentos diversos para auto defesa e para caça. 

Num período que chamamos de “pré história” deu-se início a processos que empreenderiam a formação de manifestações e organizações sociais e complexas bem diferentes de nossos espécimes antepassados. No período Paleolítico (10.000 ac) descobrimos a agricultura, e no Neolítico (5.000 ac) descobrimos os metais. 

Se analisarmos pela ótica da Antropologia, veremos que a religião surgiu na vida do homem ao mesmo tempo em que surgiram as regras e os tabus de convivência.