31 de out de 2015

Entendendo o Halloween (o dia das Bruxas)

Dizer que o Dia das Bruxas, comemorado no Brasil no dia 31 de outubro, é apenas uma assimilação do Halloween norte-americano não seria uma verdade absoluta, pois a origem desta tradição remonta a passado e povos distantes: os celtas e druidas.

29 de out de 2015

2 de Novembro, Dia de Finados na Umbanda (Almas Benditas)

A comemoração dos mortos, hoje denominada Dia de Finados, teve origem na antiga Gália, povo de origem Celta que ocupava o antigo território europeu entre as atuais França e Itália. Era no dia primeiro de novembro que eles celebravam a festa dos espíritos. Não nos cemitérios - os gauleses não honravam os cadáveres -, mas sim em seus lares, onde os Druidas (pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta) falavam com as almas dos que haviam partido. Eles acreditavam que os bosques e os pântanos eram povoados por espíritos errantes. 

27 de out de 2015

A História de Santa Joana d'Arc

Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas. 

Ouvia as "vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram importância, depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana.

A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto.

26 de out de 2015

Abraço faz bem a saúde!

"A duração média de um abraço entre duas pessoas é de 3 segundos. 

Mas os pesquisadores descobriram algo fantástico. 
Quando um abraço dura 20 segundos, há um efeito terapêutico sobre o corpo e mente. 

A razão é que um abraço sincero produz um hormônio chamado "oxitocina", também conhecido como o hormônio do amor.

Esta substância tem muitos benefícios na nossa saúde física e mental, ajuda-nos, entre outras coisas, para relaxar, para se sentir seguro e acalmar nossos medos e ansiedade.

Este maravilhoso calmante é oferecido de forma gratuita cada vez que temos uma pessoa em nossos braços."

25 de out de 2015

Ensine às crianças o valor das coisas, não o preço

Ensine às crianças a serem felizes, e não ricas. Deixe-as saber que o valor de uma pessoa não é o que ela tem ou é por fora, mas por dentro. Ensine-as a desenvolverem boas estratégias e habilidades que irão ajudá-las a compreenderem o mundo.

Este ensinamento de valores e emoções será a base de seu sucesso como indivíduo e como sociedade. Assim, se uma criança pode estabelecer limites e respeitar a si mesma, saberá fazer o mesmo com os demais.

Portanto, se queremos colher devemos semear no tempo certo.

Para isso, podemos aproveitar seu pouco conhecimento e não prejudicar sua inocência; por exemplo, para uma criança que ainda não compreende a gestão do dinheiro, vale mais a pena uma moeda do que uma cédula. Por quê? Porque moedas as divertem, podem rodar, simular uma compra, etc.

24 de out de 2015

Fundamentalismo não é Umbanda, livre-se disso...

Por: Fernando Ribeiro (Pirro D'Obá)

A Umbanda encanta; isso nós sabemos. Seus rituais, seus cânticos, seu axé mexe com as pessoas a tal ponto de gerar epifanias, catarses múltiplas, tocando o fundo do coração e traçando momentos agudos de transformações nas almas das pessoas.

Um dos grandes problemas na Umbanda encontra-se no fato de que por ela ser uma religião discriminada, minoritária [..sociologicamente falando..], acaba recebendo inúmeros casos de migração de adeptos de outras vertentes religiosas; e como consequência desse contexto social, um acúmulo de ignorância e fundamentos vem como pacote nos resquícios dessas vertentes dentro do mental dos indivíduos que escolhem a Umbanda como morada teológica. 

Talvez por ao longo de suas vidas terem olhado a Umbanda como uma religião marginal, quando precisam dela e adentram os cultos de determinado terreiro não conseguem tirar seus pre conceitos do inconsciente.

A Umbanda se fez e se faz de dentro para fora, e quando de fora para dentro tentam suplantar uma esfera alheia ao contexto libertário que ela carrega, logo algo encontra-se fora do eixo... É preciso ao entrar num terreiro que se faça uma reforma íntima que ajude a extinguir todos os resquícios de julgamentos, costumes e falácias externas a religião de Umbanda...

Quantas vezes não vemos Ex Testemunhas de Jeová, Ex Neo Pentecostais, Ex Mórmons, Ex Católicos, Ex Protestantes, todos descobrindo a Umbanda em determinado ponto da vida? Se encantam com ela, porém sem o devido aprofundamento de seus reais fundamentos e sua doutrina podem acabar trazendo as tendas e terreiros costumes, julgamentos, moralismos, autoritarismos e até fundamentalismos que não combinam em nada com a beleza de uma Seara Umbandista.

23 de out de 2015

O que é Mediunidade?

O “pilar” das Religiões Espiritualistas está na Mediunidade, porque é através dos vários tipos de fenômenos mediúnicos existentes que as mensagens, ensinamentos e trabalhos de cura e aperfeiçoamento espiritual acontecem...

Antes de discorrermos sobre o tema, o que acontecerá de maneira simples e objetiva, inicialmente, abordaremos alguns pontos que ficam no imaginário popular, por exemplo, a “santificação dos médiuns”, como se de alguma maneira pessoas que possuem a faculdade de incorporação ou quaisquer outras, fossem altamente extraordinários e possuidores de poderes e capacidades superiores... Pensar desta maneira é um grande equívoco, porque, médium seja qual for sua especialidade é primeiramente um ser humano como outro qualquer, passível de sentimentos bons e ruins, de ações boas e ruins ou condutas morais elevadas ou não, o livre arbítrio dessas pessoas deve também ser respeitado e entendido, para não termos admiração pelo dispensável.

22 de out de 2015

Umbanda é Universalista?

Muito se fala sobre o UNIVERSALISMO ESPIRITUAL e falam como sendo algo utópico, algo muito além e muito distante de nossa realidade. Mas será que o Universalismo Espiritual está tão distante assim? Para responder a isso precisamos primeiro saber o que é universalismo, então vamos lá! Universalismo: relativo à universal que pertence a todo o universo, ao cosmos; que se estende a tudo ou por toda a parte; comum a todos os homens; que é aplicável a tudo; que advém de todos; que não se atem a uma especialidade; que abrange por inteiro um campo de conhecimento; que universalismo é adaptável ou ajustável de modo que possa atender a diferentes necessidades; ecumênico. E agora, o Universalismo Espiritual está distante de nós? É claro que não! E, na minha opinião, ele é a essência da Umbanda.

19 de out de 2015

Ritual de Batismo na Umbanda

A origem deste sacramento é tão antiga quanto a humanidade. Cada povo de uma forma ou de outra, sempre teve seu ritual iniciático. 
Todos conhecemos a passagem do batismo de Jesus por João Batista. Ali o batismo foi feito por imersão. 

As Igrejas Evangélicas e Protestantes praticam até hoje esta forma de batismo. Já na Igreja Católica, a forma comumente usada é de aspersão, ou seja, a água é jogada sobre a cabeça da pessoa a ser batizada.

Como em tantas outras religiões, também a Umbanda possui este ritual. 
Estando acima de todos nós o nosso Mestre Jesus, Oxalá, nosso ponto de energia Supremo, o batismo na Umbanda é realizado para consagrar os filhos adeptos, como forma de protegê-los contra o mal e contra a negatividade. Tanto é usada a forma de aspersão (normalmente quando é realizado dentro dos terreiros) como também de imersão (nos rituais de cachoeira).

A História de São Sebastião

São Sebastião era um soldado romano que foi martirizado por professar e não renegar a fé em Cristo Jesus. Sua história é conhecida somente pelas atas romanas de sua condenação e martírio. Nessas atas de martírio de cristãos, os escribas escreviam dando poucos detalhes sobre o martirizado e muitos detalhes sobre as torturas e sofrimentos causados a eles antes de morrerem. Essas atas eram expostas ao público nas cidades com o fim de desestimular a adesão ao cristianismo.

São Sebastião nasceu na cidade de Narbona, na França, em 256 d.C. Seu nome de origem grega, Sebastós, significa divino, venerável. Ainda pequeno, sua família mudou-se para Milão, na Itália, onde ele cresceu e estudou. Sebastião optou por seguir a carreira militar de seu pai.

No exército romano, chegou a ser Capitão da 1ª da guarda pretoriana. Esse cargo só era ocupado por pessoas ilustres, dignas e corretas. Sebastião era muito dedicado à carreira, tendo o reconhecimento dos amigos e até mesmo do imperador romano, Maximiano. Na época, o império romano era governado por Diocleciano, no oriente, e por Maximiano, no ocidente. Maximiano não sabia que Sebastião era cristão. Não sabia também que Sebastião, sem deixar de cumprir seus deveres militares, não participava dos martírios nem das manifestações de idolatria dos romanos.

5 maneiras de despertar a espiritualidade de seus filhos

Veja cinco maneiras gerais para serem usadas como base e nutrir a espiritualidade de seus filhos na vida cotidiana.

17 traços de uma pessoa sensitiva

Ser uma pessoa sensitiva significa ter a capacidade de perceber e ser afetado pelas energias de outras pessoas e ter uma capacidade inata de sentir e perceber intuitivamente os outros. Sua vida é inconscientemente influenciada pelos desejos dos outros, pensamentos e estados de espírito. Ser um sensitivo é muito mais do que ser altamente sensível e não está limitado apenas às emoções. Pessoas mais sensitivas podem perceber sensibilidades físicas e impulsos espirituais, bem como apenas saber as motivações e intenções de outras pessoas. 

Os 4 Elementos na Umbanda

A Umbanda como já sabemos é uma religião ligada consequentemente a natureza, tendo como um dos principais fundamentos a utilização desses elementos (água, ar, terra e fogo) que são “regidos” pelos Orixás. 

Estes elementos estão sempre reunidos em diversos rituais umbandistas, no intuito de manipulação de energias. Em todo o Universo, temos o prana ou éter vital, que é energia essencial para a manutenção da vida em vários níveis energéticos. O prana é absorvido pelos elementos da natureza e por nós direta ou indiretamente. A respiração, o “banho de sol”, a alimentação, são alguns dos meios desta absorção energética.

No ritual de Umbanda, podemos manipular, então os elementos da natureza e o prana, através de banhos, oferendas, defumação, etc. Para melhor exemplificar, falarei sobre o “simples” ato de acender uma vela para o anjo da guarda. Ali na vela estão contidos os quatro elementos da natureza (somente na vela). Como? Desde sua fabricação, a parafina/cera de mel ou carnaúba (terra), a água utilizada na fabricação misturada a parafina (água), o processo de secagem ou esfriamento (ar). Quando acesa (fogo e ar), isso adicionado a invocação mental e emocional do médium ao rezar, contribui para o êxito deste ritual.

7 plantas que ajudam a limpar o ar em sua casa e escritório

Todo mundo já sabe que investir em áreas verdes nas cidades traz benefícios para todos. O que muitos ainda não sabem é que as plantas também são capazes de operar maravilhas dentro de quatro paredes, como em casas e escritórios.

No final da década de 1980, a NASA começou a estudar o poder de certas plantas em proporcionar um ar mais puro e limpo dentro do espaço confinado das estações espaciais. Essa e outras pesquisas apontam que elas filtram certos compostos nocivos no ar, tornando-o muito mais saudável, além de embelezar e melhorar o clima interno.
“São plantas de fácil cuidado, de manutenção simples, e nada difíceis de se encontrar”, diz Luiz Eloy Pereira, biólogo e presidente do Conselho Regional de Biologia de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Com base em estudos sobre o tema desenvolvidos e apresentados por cientistas, ele indica algumas espécies vegetais que ajudam a melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados. Confira abaixo:

A História de São Roque

Originário de família nobre, distinta e abastada, São Roque nasceu em Montpellier, na França, em 1295. Seu nascimento teve o significado de um grande dom de Deus e fruto das orações de seus pais. Libéria, sua mãe, mulher virtuosa, era devotada de Nossa Senhora, a quem recorreu, pedindo a graça de ter um filho, apesar de sua idade avançada. Foi atendida em seu anseio e dedicou-se com cuidado à educação de Roque, incutindo-lhe desde cedo a devoção à Nossa Senhora.

Perdeu os pais entre os quinze e vinte anos, herdando um enorme patrimônio. Mas as aspirações de Roque eram por outra herança: queria viver na pobreza, imitando a Cristo. Assim, inclinado para a piedade, repartiu entre os pobres, em segredo, tudo o que pode colher de suas rendas. Como a idade não lhe permitia dispor nem alienar seus bens de raiz, confiou-os a um tio, partindo sem nada para Roma, mendigando pelo caminho.

Chegando a Toscana, em Água pendente, viu a grande mortalidade causada pela peste.  Levado pelo desejo de ser útil aos empestados, pediu permissão ao administrador do hospital para assistir aos doentes, o que lhe foi permitido.

18 de out de 2015

A História de Santa Bárbara

Santa Bárbara nasceu em Nicomédia, na Ásia Menor. Bárbara pertencia a uma família de certa posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Devia ter tido especiais dotes de beleza e inteligência, porque seu pai, Dióscoro, depositava nela as mais radiosas esperanças em vista de um casamento honroso. Mas Bárbara apresentava indiferença às solicitações do pai, até que este descobriu sua condição de cristã. Ficou, então, furioso e seu amor paterno se transformou em ódio desumano. Ameaçou-a com torturas e, finalmente, denunciou-a ao prefeito da província, Martiniano.

O coração da Jovem Bárbara sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais de uma parte e o de Cristo, amor supremo. Bárbara suportou o processo com firmeza e altivez, protestando sua fidelidade a Cristo, a quem tinha consagrado sua virgindade.

Era o tempo do imperador Maximiano, nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação da jovem cristã em professar a fé, mandou aplicar-lhe cruéis torturas, mas suas feridas sempre apareciam curadas. Pronunciou, então, sua sentença de morte.

Umbanda e sua Formação

Os intelectuais brasileiros do final do século 19 criticavam as religiões afro-brasileiras, diziam que elas eram primitivas e retrógradas. Entretanto, em 1885 o espiritismo de Allan Kardec começou a ter popularidade dentro da classe média urbana brasileira. Os Kardecistas – seguidores do espiritismo – eram principalmente brancos afluentes, membros das carreiras militares e classes profissionais. A mesma mentalidade da classe média respondeu fortemente à filosofia Positivista de Auguste Comte. O Positivismo de Comte visava melhorar a sociedade através da união da religião e da ciência.

O Início - Em 15 de novembro de 1908, um grupo de Kardecistas tiveram uma sessão espírita na Federação Espírita na cidade de Niterói, próxima ao Rio de Janeiro. Entre eles estava presente Zélio Fernandino de Moraes, um jovem de 17 anos de idade que se preparava para entrar para a Marinha. Zélio pertencia a uma família católica tradicional e um dia (milagrosamente) ele se recuperou de uma paralisia que os médicos não conseguiam curar. Zélio atribuiu a sua cura a um espírito. Seguindo o conselho de um amigo da família, Zélio foi até a Federação onde ele foi convidado a participar da sessão espírita.

O seu Terreiro é prolongamento de sua casa, Ajude-o!

Deve haver dentro de cada um de nós, a consciência de que a nossa responsabilidade espiritual não se limita a “vestir o branco”, e participar das Sessões Espíritas. Temos que nos mostrar sempre presentes e dispostos a ajudar, colaborando ativamente e financeiramente com a manutenção do nosso Terreiro, o nosso Chão. O Chão que o acolheu! 

É nosso dever mantê-lo em funcionamento, levando a sério o pagamento de nossa contribuição financeira. Sem dinheiro, mal podemos nos locomover, não conseguimos pegar um ônibus, comer, ou fazer parte de qualquer atividade social, a menos que essa entidade se auto mantenha, mas mesmo assim, para o Terreiro se manter de pé, alguém estará custeando as suas atividades e as nossas presenças. 

Quando um Terreiro nos abre as portas para uma sessão de culto e (ou) uma reunião festiva em louvação aos Orixás, ou mesmo para uma simples consulta espiritual, por mais humilde que seja o templo, esteja certo de que está havendo uma despesa para que essa atividade se realize!

E, se somos recebidos gratuitamente, alguém está custeando as despesas para a realização dessa empreitada espiritual. Alguém irá pagar a conta...

A Umbanda não cobra DÍZIMO e nem “mão de obra” pelos trabalhos espirituais realizados nos Templos, que são as Casas dos Orixás, espaços simples e acolhedores onde com os nossos pés no chão, sentimos a força e a leveza da Energia Espiritual. 

Pontos Riscados de Umbanda

A Umbanda tem muitas coisas que podem nos passar despercebidas, mas que tem extrema importância para o ritual tão maravilhoso voltado a caridade dessa religião divina. E uma dessas coisas são os Pontos Riscados.

Mas o que seriam Pontos Riscados, quais os seus significados, qual a sua representação?

Pensando da forma do ser humano, do ser físico poderemos colocar da seguinte forma: Uma pessoa tem identificações no caminhar de sua vida, identificações documentadas que representam que ela existe.

Podemos usar como exemplo, o nascimento de uma pessoa, logo teremos a sua primeira identificação documentada na sua certidão de nascimento, e a partir daí teremos, carteiras de estudante, carteira de motorista, certidão de casamento, carteira de identidade (RG), CPF entre outras identificações que ajudam para que quando se chegue em um local não seja então confundida com um outro alguém.

16 de out de 2015

A História de São Jerônimo

Mesmo entre os adeptos da própria igreja cristã, poucos conhecem São Jerônimo, que nasceu na cidade de Estrido, Dalmácia, (atualmente faz fronteira com a Iugoslávia) no ano 342 e estudou em Roma, gramática, filosofia, retórica, e demais ciências direcionadas a melhor conhecer o homem, a humanidade. 

Seu dia é comemorado pelos católicos em 30 de setembro, data de seu falecimento no ano de 420. 

Em Roma estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. O santo chegou a ser um grande latinista e muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas, mas muito pouco conhecedor dos livros espirituais e religiosos. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor aos grandes autores latinos, Cicero, Virgílio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos: Homero, e Platão, mas quase nunca dedicava tempo à leitura espiritual.

Banho de Ervas na Umbanda

Para os médiuns umbandistas, banhos de ervas são fundamentais.

Eles servem principalmente para limpar as energias negativas que estão impregnadas no corpo áurico, consequentemente, expelem influências de espíritos negativos. Ainda reequilibram e aumentam a capacidade mediúnica facilitando a incorporação e desobstruem os chacras ajudando a equilibrar o corpo físico e emocional.

Obviamente que esses benefícios não são restritos a médiuns, mas a qualquer pessoa.

Na Umbanda, especificamente, utilizamos ervas e flores em quase todos os rituais, inclusive nas giras e nas oferendas ritualísticas. Já os banhos de ervas são, de maneira geral, utilizados para que haja uma troca energética, é uma importante “ferramenta” natural que nos auxilia e nos proporciona enorme bem.

Certamente que o melhor banho é aquele que o Guia ou o Pai/Mãe Espiritual aconselha ou orienta, afinal, é importante ir de acordo com nossas reais necessidades, aquelas que muitas vezes não conhecemos ou entendemos.

Ei que algumas vezes essas informações não chegam até nós e aí, precisamos buscar um pouco de conhecimento, alguns punhados de bom senso e uma pitada de intuição misturados com muita coerência e fé.

Trono da Vitalidade na Umbanda

Sabemos que Deus é um só manifesto por meio de muitos nomes diferentes, que implicam culturas e formas diversas de entendimento e concepção do que Ele vem a ser. Também podemos caracterizar esse fato como unidade e diversidade, a unidade da essência que encontra na diversidade formas variadas de entendimento, segundo a cultura e o perfil coletivo e individual. Por esta razão é tão importante que haja muitas religiões, pois cada uma atende uma maneira diversa de entender e expressar a realidade em que vivemos e o sagrado que permeia esta realidade. Pensando desta forma é mais fácil de entender que assim como Deus se amolda a certas concepções da divindade, assim também é com seus mistérios maiores e menores, assim também é com suas divindades maiores e menores.

Oferenda aos Orixás

Muitos médiuns perguntam quais oferendas podemos dar no dia de determinado Orixá. 

Daremos uma receita básica que pode ser utilizada para qualquer Orixá ou Entidade. 


* Um pacote de amor, em pó, para que qualquer brisa possa espalhar para as pessoas que estiverem perto ou longe de você; 

* Um pedaço (generoso) de fé, em estado rochoso, para que ela seja inabalável; 

* Algumas páginas de estudo doutrinário, para que você possa entender as intuições que recebe; 

* Um pacote de desejo de fazer caridade desinteressada em retribuição, para não "desandar" a massa. 


Junte tudo isto num alguidar feito com o barro da resignação e determinação e venha para o terreiro.

Coloque em frente ao Gongá e reze a seguinte prece: 

"Pai, receba esta humilde oferenda dada com a totalidade da minha alma e revigora o meu físico para que eu possa ser um perfeito veículo dos teus enviados. Amém." 

Pronto! Você acabou de fazer a maior oferenda que qualquer Orixá, Guia ou Entidade pode desejar ou precisar... 

Você se dispôs a ser um MÉDIUM! 


Caboclo Pery.

10 Frases Budistas que podem dar novo prumo a sua vida

O Budismo é uma das religiões mais antigas ainda praticadas e uma que tem mais seguidores, cerca de 200 milhões de pessoas no mundo. Enquanto alguns preferem se referir ao Budismo mais como uma filosofia de vida do que uma religião. De uma forma ou de outra, o que tem permitido esta filosofia / religião sobreviver ao longo do tempo e continuar ganhando popularidade são suas mensagens simples e cheias de sabedoria que pode realmente melhorar nossas vidas diárias. Na verdade, não é necessário abraçar o budismo para colher os benefícios que ele pode nos oferecer. Basta manter uma mente aberta e o coração disposto.


A história de São Jorge

São Jorge é padroeiro dos escoteiros e patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia e Lituânia. Embora não seja mais considerado santo pela Igreja Católica, seu culto é autorizado pela tradição e fé em todo o mundo. Seu dia é comemorado em 23 de abril.

Um pouco de História - Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade – qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.

15 de out de 2015

Povo Cigano na Umbanda

A Umbanda é uma religião que prega a prática da caridade e do amor ao próximo sobre todas as coisas. Por isso, todos os espíritos que queiram praticar a caridade, independente de suas origens terrenas e de suas encarnações são e serão sempre bem vindos a essa família.

Os ciganos, bem como boiadeiros, marinheiros, baianos e orientais, não faziam parte da constituição inicial apresentada no surgimento da Umbanda. Entretanto, representam hoje, importante falange dentro dos trabalhos regulares das Giras de Umbanda. A falange dos Ciganos no astral cresce dia a dia, pois, cada vez mais, antigos ciganos estão percebendo que o planeta necessita de sua sabedoria sobre seu amor pela natureza e sobre manter o equilíbrio entre os elementos água, fogo, terra e ar.

São entidades que normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

Saudações, cores e dias para cada Orixá

Os orixás existentes na umbanda tem uma correspondência com um dia da semana, cores e saudações específicas. No dia da semana de nosso orixá é comum se usar roupas de cores correspondentes a eles, contas na cor do santo, sendo também o dia mais propício a fazer oferendas e alcançar graças, assim como agradecê-las.

Confira o dia da semana, cores e saudações dos orixás:

Os Cristais e os Orixás

Sabemos da importância dos elementos da natureza para trazer a energia de um Orixá até nós. Cultuar um Orixá é estar em contato com a própria natureza e reverenciá-la. Um dos elementos que podemos utilizar para atrairmos determinadas energias, ou padrões vibratórios específicos de cada Orixá, são os Cristais.

Sua vibração possui freqüência magnética e também um eixo energético, capaz de atrair, canalizar energias e concentrá-las.

Cada pedra possui uma ligação vibratória com cada um destes campos. Um cristal é capaz de atuar em várias dimensões de existência, a cada um de nossos amados Orixás.

Como se pudéssemos trazer para junto de nós um canal da energia de Ogum, outro da energia de Iansã, e assim por diante, através de uma pedra. Portanto, os Cristais são pequenos presentes que recebemos da Mãe Natureza, que nos ensinam, nos acolhem e nos direcionam. Muito se avançou nos estudos destes elementos, que sempre foram parte integrante de vários sistemas religiosos em todos os tempos. Mas desde as pesquisas dos alquimistas, na Idade Média, foi possível começar a comprovar cientificamente a eficácia energética de sua atuação. E não se parou desde então, as comprovações daquilo que nossos Caboclos e Pretos Velhos já falam há muito. Seu efeito terapêutico navega por várias nuanças dos efeitos físicos do desequilíbrio energético. 

Os Incensos









Há anos, o incenso vem sendo utilizado pelas diversas crenças, religiões e mesmo pessoas descompromissadas com qualquer tipo de credo. Os antigos, extremamente cautelosos e minuciosos em relação ao preparo de seus rituais, e, é claro, do ambiente em que realizavam estes rituais, escolhiam os incensos mais apropriados para aquilo que desejavam e esperavam alcançar.

O uso dos incensos se propagou pelo tempo, tornando-se um importante instrumento universal de meditação, purificação, proteção, não sendo errado acreditar em algumas afirmações encontradas em livros, sites e crendices, tais como:


  • Os incensos, uma vez utilizados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajudam o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores;

  • Associa o homem à divindade, o finito ao infinito. Alguns, ainda, afirmam que os incensos possuem a incumbência de levar a prece para o céu.


  • O incenso está relacionado ao elemento ar e representam a percepção da consciência que, no ar, está presente em toda parte.


De fato, estas são apenas algumas das inúmeras afirmações devotadas a este “santo remédio”, se assim podemos chamá-lo.

Umbanda; conhecimento e respeito pela Natureza

Quando você entra na Umbanda, inicialmente você busca o conhecimento sobre as qualidades/funções dos Orixás e posteriormente percebe elas no seu jeito de ser e agir. 

Através de uma associação dessas informações com você mesmo é que se percebe qual Orixá tem mais a ver com você, ou seja, qual a qualidade que mais se evidencia numa determinada pessoa. 

Esse processo, nós chamamos na casa que eu freqüento de "achar o Pai/Mãe de Cabeça". Se você é realmente filho de Ogum, você vai manifestar em algum sentido as qualidades de Ogum, tais como: lealdade, caráter, compromisso, firmeza de propósito, etc. Esse exemplo serve para todos os Orixás, pois como filhos Deles, herdamos suas qualidades.

Através do autoconhecimento a consciência se expande e muitas respostas são compreendidas.
Ou não é verdade que quando aprendemos mais sobre nossas emoções, nossas fraquezas e nossos vícios adquirimos força para vencê-los e transformá-los em qualidades? Já diz o ditado:"Conhecimento é Poder!".

Mas esse poder só é alcançado se nós nos estudarmos e nos observarmos. 

14 de out de 2015

Ogum e o arquétipo da coragem

Ogum é um orixá muito popular e querido em nosso país. Orixá guerreiro, senhor da forja dos metais, da metalurgia e da tecnologia, possui caráter violento, impulsivo e arrebatado. É o senhor das estradas, não das encruzilhadas que é domínio de Exu, mas dos caminhos em si.

Ogum teria sido o mais enérgico dos filhos de Odùduà, o fundador do Ifé, e foi ele que se tornou regente do reino de Ifé quando Odùduà ficou temporariamente cego. Em algumas lendas é filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxóssi.

No sincretismo religioso está associado a São Jorge ou Santo Antônio. São Jorge é um tradicional guerreiro dos mitos católicos, entretanto com Santo Antônio a associação é um pouco estranha, pois esse santo tem características de ser doce e benevolente.

Como Orixá do ferro e da metalurgia é, portanto, padroeiro dos ferreiros e de todos aqueles que utilizam esse material em suas ocupações.  Ogum está associado ao número 7, devido a uma luta com Iansã, onde ela foi cortada em 9 pedaços e ele em 7.

Omolu; o Curador Ferido


Omulu, assim como Nanã Buruquê é uma das divindades mais antigas do panteão Iorubá.

Pierre Verger diz que a antiguidade dos cultos de Omolu e Nanã Buruquê, frequentemente confundidos em certas partes da África, é indicada por um detalhe do ritual dos sacrifícios de animais que lhe são feitos. Esse ritual é realizado sem o emprego de instrumentos de ferro, indicando que essas duas divindades faziam parte de uma civilização anterior a Idade do Ferro e à chegada de Ogum (que veio com Odùduà).

Obaluaê (“Rei Dono da Terra”) ou Omulu (“Filho do Senhor”) são os nomes geralmente dados a Xapanã, cujo nome (conforme os antigos) é perigoso pronunciar.

Omulu é a divindade da varíola e das doenças contagiosas. Ele pode tanto enviar a doença como curá-la. Sendo então, um Orixá das doenças e da saúde, e conseqüentemente da vida e da morte.
É tido pelos ancestrais como um Orixá sombrio, severo e terrível, caso não seja devidamente cultuado, porém pode ser um pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores, através de gestos humildes, honestos e leais.

Ossain e a transformação da realidade









Ossain, conhecido também por Ossonhe, Ossãe e Ossanha é o orixá das plantas e ervas tanto medicinais como litúrgicas.

É um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão Jeje assimilado pelos Nagô, como Nanã, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossain é um Orixá originário da etnia Iorubá. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um Deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossain dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.

Orixá de extrema importância, uma vez que as plantas e a folhas são imprescindíveis nos rituais e obrigações de cabeça e assentamento de todos os Orixás através dos banhos feitos de ervas. O nome das plantas, a sua utilização e as palavras mágicas (ofó), cuja força desperta seus poderes, são os elementos mais secretos e importantes do ritual de culto aos deuses iorubás.

Ossain é uma divindade que juntamente com Oxóssi rege as florestas.

Xangô; o fogo que rasga o céu

Xangô foi o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. Talvez por isso seja um Orixá tão popular por aqui. Tanto que em Recife, seu nome serve para designar o conjunto de cultos africanos praticados no Estado de Pernambuco. Filho de Oranian (fundador da cidade de Oyó e de sua dinastia), Xangô é símbolo da realeza, sendo aquele que reina forte e imbatível, e seu grande prazer está no poder.

Oxumaré; a Continuidade e a Permanência

Oxumaré é um Orixá complexo, suas funções são múltiplas. Na Mitologia yorubá é considerado o Orixá dos movimentos e de todos os ciclos. Senhor da mobilidade e da atividade, é representado pela cobra e pelo arco-íris, por isso é considerado o senhor de tudo o que é alongado, como, por exemplo, o cordão umbilical. Em sua mitologia é filho mais novo e preferido de Nanã. É irmão de Omulu, Ewa e Ossain.

Oxalá e o símbolo da Criação - Por Hellen Mourão

Oxalá é um Orixá masculino bastante cultuado e reverenciado no Brasil, sendo considerado o Orixá mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Obatalá. Quando os negros vieram para o Brasil, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, outra forma de a ele se referirem, Orixalá, que significa orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que se acabou popularizando, é Oxalá.

13 de out de 2015

Obá; o Amor e a Paixão - Por: Hellen Mourão

Obá é uma divindade do rio de mesmo nome, foi a terceira mulher de Xangô, junto com Oxum e Oyá, e também mulher de Ogum segundo uma lenda de Ifá. Orixá feminino muito forte e enérgico. É extremamente temida, sendo considerada mais forte que muitos Orixás masculinos como, Oxalá, Xangô e Orumilá, os quais venceram em lutas.

A honra de um Exu











Exu não é pinga. Não é baderna e nem bagunça. Exu não é bico de garrafa na boca e, também, não é embriaguez e muito menos baixaria. Exu não dá o que não deve, mas, se necessário, tira o que não serve. Exu é caminho, força e vitalidade. Não se vende, não se corrompe e não perde.

É força, planejamento e foco. É de natureza grandiosa e benevolente. No tabuleiro é Rei, torre, cavalo e bispo. Não é peão de ninguém. Quem o chama de servo, com certeza já é cativo de seu poder. Não é e nunca foi escravo de ninguém. Não baixa em sessão neo-pentecostal e muito menos perde tempo com sandices mediúnicas.

Alguns dizem que é o nosso melhor e o nosso pior. Discordo. É o que tem de melhor pra quem sabe ter postura, entendimento e discernimento.  Como vejo a imagem do Exu que me acompanha? Como um General. Um senhor de princípios, valores e honra. Sim! Honra! Ingrediente que vem faltando na panela de muitas pessoas…

Exu não é bandido, marginal ou irracional. Exu é poder! Sim, alguns têm preço, seu 7 têm valores, que me ensinou e ensina. Com força quando necessário, com dor quando for preciso. Mas sempre junto e atento.

De tudo que tenho, daria tudo pra não ter a sua ausência. Minha história é escrita com a “caneta” dele. Gratidão Seu 7, hoje e sempre.

Venha! Deixe Exu ser caminho na sua Vida.


Por: Jorge Scritori

11 de out de 2015

Mistérios de Pemba









A Pemba é com certeza o objeto mais familiar na Umbanda. Não existe Umbanda sem pemba!

A ritualística da Umbanda emprega a Pemba nas mais diversas finalidades: ela cruza o gongá, cruza o terreiro, as firmezas da porteira, cruza as guias de Umbanda (fios de contas), Cruza a Coroa dos médiuns, cruza os atabaques, as imagens, o corpo dos médiuns, risca o ponto sagrado da entidade, é assoprada para imantar o terreiro, é ralada nos amacis, é colocada na coroa dos médiuns quando se iniciando recebem a mão de pemba... as sete Pembas (verde, amarela, rosa, vermelha, azul, branca e marrom). Este é um dos mistérios que envolvem consagração de iniciação na Umbanda.

Espada de Ogum











A espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata, L), também conhecida por espada de Ogum, rabo-de-lagarto e língua-de-sogra é uma das mais importantes ervas do culto afro-brasileiro e uma entre as muitas plantas trazidas pelos escravos africanos ao Brasil. Acredita-se que seja nativa da região entre Nigéria e Congo, porém, não foi só por aqui que a espada se estabeleceu: na China e Japão é conhecida por rabo-de-tigre, e na Turquia como espada-de-paxá.

Na umbanda, é utilizada em banhos, amacís, rituais de bate-folha, no afaste de eguns e de energias densas, podendo também ser usada como protetora de ambientes, quando em vasos. A espada de São Jorge é a principal folha de Ogum, orixá guerreiro senhor do ferro e do fogo. Assim como o orixá, a espada de São Jorge é uma protetora por excelência.

Embora seja pouco comum, a espada de São Jorge pode ser irritante quando em contato com a pele. Coincidência ou não, muitas plantas utilizadas para a limpeza astral são ricas em substâncias químicas irritantes como, neste caso, poliacetilenos e outros ácidos orgânicos. Ao utilizar a planta em banhos, fique sempre atento a sinais na pele e coceiras, evite banhos muito concentrados e jamais faça chás com esta planta.

Ao coletar a espada para preparar o seu banho, lembre-se de saudar Ossaim, senhor de todas as folhas, e Exu. Assim como nós, as plantas também possuem protetores. Os reverencie com pontos cantados ou orações e peça licença para utilizar aquele vegetal.

Quer uma espada de São Jorge para proteger a sua casa? O cultivo dessa erva é muito fácil. As mudas podem ser preparadas por estaquia com as folhas, ou por divisão do rizoma (raiz). Adapta-se bem a vasos, não exige muita luz ou solos férteis e permanece firme mesmo com pouca água.
Lembre-se, a natureza é a manifestação viva dos Orixás. Se disponha a interagir com as plantas e cultive as espécies que mais utiliza. Respeite e cuide da mãe terra com amor, afinal, somos filhos dela e a ela retornaremos.

Axé!


Fonte. Tupã Óca do Caboclo 7 Pedreiras

10 de out de 2015

Quiumbas









Depois de tomar consciência do seu desencarne, o espírito de baixa evolução não aceita ajuda do Alto que não permite que ele continue a conviver com os encarnados e continua a vivenciar seus vícios e a negativar seu mental.

Energeticamente, ele passa a cair de faixas vibratórias e assumir seu polo negativo. Agregam-se a espíritos com o mesmo padrão energético formando falanges e assumindo um grau dentro da hierarquia das trevas. Aprendem a manipular energias e as usam contra seus desafetos encarnados e contra os trabalhadores da Luz. Unem-se a encarnados praticantes de magia negativa e, muitas vezes, se fazem passar por algum Exu, mas não passam de espíritos trevosos de pouca evolução.

Um Exu, trabalhador da seara umbandista, trabalha para a Lei nas trevas, e nada faz sem a permissão do Alto.

Amaci na Umbanda









Amaci vem da palavra ‘amaciar’, ‘tornar receptivo’, é um ritual, uma espécie de iniciação que todos os médiuns umbandistas, iniciantes ou não, costumam, pelo menos uma vez ao ano passar.

É um líquido preparado com folhas e águas sagradas escorado por alguns fundamentos específicos e que tem como objetivo a lavagem da cabeça/coroa do médium. É um dos primeiros sacramentos da Umbanda para os umbandistas. É a iniciação dos filhos para entrarem no mundo dos trabalhos da Seara Umbandista, sendo assim uma firmeza que garante aos filhos e filhas melhores condições de transitar no universo do Terreiro ao qual decide entrar.

É destinado àqueles que já trabalham na corrente mediúnica, e tem uma forte vontade e desejo de continuarem como trabalhadores, Ou seja, para os médiuns que já têm certa convicção de que o caminho para se iluminarem e levarem luz para os seres vivos é a Umbanda.

Caboclo na Cultura Brasileira









O Caboclo das Sete Encruzilhadas, incorporado no seu médium Zélio Fernandino de Moraes, foi a primeira entidade a se manifestar na Umbanda, fundando a religião. Neste dia, foi observado que ele estava com vestes de sacerdote católico e, plasmado como tal, quando questionando por um médium clarividente sobre esta condição, o caboclo afirmou ter sido, em uma de suas encarnações o Frei Gabriel de Malagrida e que na última encarnação, havia tido a oportunidade de encarnar como um índio brasileiro, e que era como índio, que ele queria ser identificado.

Assim, em sua primeira manifestação de Umbanda, a entidade se manifestou como caboclo e ao mesmo tempo ficou claro que desta forma se apresentou por opção, e não por falta de opção. Identificou-se como um espírito muito esclarecido e que facilmente seria reconhecido como autoridade no mundo material, mas preferiu a identificação humilde e despersonalizada de “caboclo brasileiro”. Surge então o questionamento do que realmente quer dizer a palavra Caboclo em nossa cultura, e na Umbanda de forma mais específica. O dicionário Aurélio, nos diz que Caboclo é o 1. Mestiço de branco com índio; cariboca, curiboca. 2. Antiga designação do indígena. 3. Caboclo de cor acobreada e cabelos lisos; caburé. 4. Sertanejo.

Um dos maiores pesquisadores, se não o maior, de nossa cultura, folclore e suas influências, Luiz da Câmara Cascudo em seu Dicionário do Folclore Brasileiro, onde aparece o verbete Caboco (assim mesmo sem o l de caboclo), descreve:

Umbanda e Capoeira









Sei que você que acabou de ler o título, se perguntou: o que tem a ver uma coisa com outra? Ou então: “o que esse branquelo pode falar sobre isso?” Pois é, mas vou explicar, afinal sou umbandista e capoeirista. Só que, o que importa se sou branco? No Brasil? Quem pode dizer quem é branco, negro, índio, se essa é a mistura de raças que nos tornou o que somos hoje? Pois sim.. Sem mais delongas, vamos às explicações.

Quem é umbandista de fato e direito, sabe o porquê dos negros virem para o nosso país. Não que os livros de história estejam errados, mas há algo mais profundo que eles não contam, por desconhecerem os reais motivos para tal empreitada.

Pois bem, como os negros já aportados (?) no Brasil, em meio à escravidão, maus tratos, enfim, “surgiu” a capoeira. Digo “ surgiu”, pois não se sabe com precisão sua verdadeira origem, mas que foi um ponto crucial para que os negros criassem resistência, fugissem e formassem os quilombos.

A História do Carnaval no Brasil










O carnaval no Brasil tem suas raízes históricas no período colonial, tornando-se uma lucrativa atividade comercial no século XX.

A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Estes saíam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. O entrudo era considerado ainda uma prática violenta e ofensiva, em razão dos ataques às pessoas com os materiais, mas era bastante popular.

Isso pode explicar o fato de as famílias mais abastadas não comemorarem junto aos escravos, ficando em suas casas. Porém, nesse espaço havia brincadeiras, e as jovens moças das famílias de reputação ficavam nas janelas jogando águas nos transeuntes.

9 de out de 2015

A importância da água na Umbanda









Para Kardec, a ação magnética produzida pelo agente encarnado (magnetizador), tanto pode produzir uma modificação nas propriedades da água, quanto no tocante aos fluidos orgânicos (ex: bile, linfa, líquido cefalorraquidiano, saliva, suco gástrico, sangue total, etc). 

O Espírito Lísias explica para André Luiz , que “… a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza. Aqui (em Nosso Lar), ela é empregada sobretudo como alimento e remédio”. 

Para o Espírito Bezerra de Menezes, “A água, em face da sua constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia que lhe é ministrada. Quando magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o fluido de que se faz portadora”.

6 de out de 2015

A Umbanda é Poesia


Por: Fernando Ribeiro (Pirro D'Obá)

A Umbanda é poética. A princípio o caminho de entrada são os  cânticos, a alegria, a gratuidade do carinho e do conforto psicológico. Só depois o Umbandista começa a perceber o contexto e a complexidade da qual sua religião faz parte.

Dentro do terreiro o indivíduo se descobre. O sedentário se movimenta, dança; o calado expõe ideias, gesticula; o traumatizado se solta de suas dores... Simples assim. Nunca se sai o mesmo quando se é tocado pela religião de Umbanda.

No dia a dia, na rotina do trabalho, dos estudos, do lar... Cantarolamos os pontos, lembramos da natureza, de uma cachoeira, das ondas do mar, da pedreira. Nos vem a mente o poder de cura de Obaluaê, as lágrimas daquele que com dificuldades encontra o êxtase no culto e no atendimento espiritual e caritativo.

Umbanda é poesia pois ela nega a escuridão, ela revela que aquilo que as pessoas comuns chamam de inferno, nós Umbandistas cunhamos de caminhos evolutivos de cada ser em sua vibração, em seu plano energético, lapidação íntima e concretização de Carmas. 

Ela rima nossas alegrias com a benevolência praticada, ela nos envolve no frenêsi da fé que acredita, do amor que agrega, da cultura que  ilumina, do equilíbrio que entende e aceita, no movimento que muda e altera, na evolução que lapida nosso íntimo, e no poder de criação dos homens, do planeta e do universo.

A Umbanda é a revolução sem armas, é palavra, a flor e o caminho. É um lindo passarinho que de gota em gota alimenta seu ninho...


Oxóssi; O Guardião das Matas











Um dos Orixás mais cultuados pelos umbandistas é Oxóssi. Ele é o patrono a Linha dos Caboclos e Caboclas da Umbanda assim como é tido como o guardião divino dos mistérios vegetais, que vão desde as raízes até as sementes.

Em seu culto tradicional no Candomblé, Oxóssi tem toda uma fundamentação, que difere em alguns pontos com a que recebeu na Umbanda, mas isto não diminui sua divindade e sim a engrandece ainda mais porque o popularizou de tal forma que até quem não é seguidor de algum culto afro-brasileiro o conhece.

O sincretismo desenvolvido durante o período da escravidão, onde seus cultuadores não podiam pronunciar seu nome em Iorubá, senão seriam castigados, ocultaram-no por trás da imagem de São Sebastião e, daí em diante, esse santo cristão e católico tornou-se um dos mais cultuados no Brasil.